Luis Miranda: Candidato a deputado distrital apresenta uma visão de Segurança Pública baseada em inteligência, videomonitoramento, drones e integração de dados, uma agenda que ele já defendia no Congresso Nacional anos antes do DF 360.
A defesa de uma Segurança Pública mais eficiente, tecnológica e preparada para antecipar o crime não surgiu agora no discurso de Luis Miranda.
Quando ainda exercia o mandato de deputado federal pelo Distrito Federal, Miranda já apresentava propostas no Congresso Nacional relacionadas ao fortalecimento das políticas de segurança, prevenção e enfrentamento à criminalidade e, posteriormente, à utilização de videovigilância integrada para localizar veículos roubados e auxiliar as forças policiais.
Hoje, ao defender uma Secretaria de Segurança Pública cada vez mais equipada com inteligência artificial, drones, câmeras, sensores, radares e integração de informações, Luis Miranda retoma uma agenda que já fazia parte de sua atuação parlamentar.
A pauta começou no Congresso
Em 2019, Luis Miranda apresentou, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, sugestão de emenda ao Orçamento destinada ao desenvolvimento de políticas de segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade. A proposta foi unificada a outras sugestões e resultou em uma emenda da comissão no valor de R$ 300 milhões.
No mesmo ano, Miranda também apresentou outra sugestão de emenda voltada à prevenção e repressão ao tráfico ilícito de drogas e a crimes contra bens, serviços e interesses da União, envolvendo recursos para investigação da Polícia Federal. A sugestão foi incorporada a uma emenda da comissão no valor de R$ 100 milhões.
Em 2022, já no Republicanos, apresentou novamente uma sugestão de emenda à LDO para incluir meta relacionada ao desenvolvimento de políticas de segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade. A proposta foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública por meio de aglutinação com outras sugestões.
Mas foi em 2021 que sua atuação parlamentar ganhou uma conexão particularmente direta com a tecnologia hoje utilizada na segurança pública.
Em 2021, Luis Miranda propôs uma rede de videovigilância integrada
Como relator do PL 3.738/2019, Luis Miranda apresentou substitutivo na Comissão de Segurança Pública da Câmara.
A proposta aprovada pela comissão previa a implantação de câmeras de videovigilância em praças de pedágio e em vias públicas que possuíssem equipamentos eletrônicos de controle de velocidade.
O objetivo incluía possibilitar a identificação, em tempo real, de veículos roubados ou sujeitos a medidas judiciais de busca e apreensão, além de permitir utilização das imagens em situações relacionadas a crimes como sequestro, contrabando e tráfico de drogas.
Mais do que instalar câmeras isoladamente, o substitutivo de Miranda propunha interligar os sistemas de videovigilância e conectá-los à rede do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
O texto também previa mecanismos para reconhecimento das placas dos veículos e registro automático das informações em tempo real.
Ou seja: a lógica defendida por Luis Miranda naquela época já era a de transformar câmeras espalhadas em uma rede integrada de informação para auxiliar a segurança pública.
Anos depois, o DF estrutura o DF 360
O DF 360 – Segurança Integral, por sua vez, é um programa do Governo do Distrito Federal criado posteriormente.
O Decreto nº 47.863, de 2025, é citado oficialmente pela SSP-DF como marco do Programa DF – Segurança Integral. Em 2026, o Decreto nº 48.728 consolidou o DF 360 como programa do GDF e determinou a integração de imagens de câmeras de videomonitoramento, sensores e radares dos órgãos e entidades da administração pública.
O decreto estabelece objetivos como:
- ampliar o monitoramento do Distrito Federal;
- fortalecer a prevenção e a resposta a incidentes;
- promover integração tecnológica entre órgãos;
- apoiar decisões estratégicas e operacionais;
- ampliar a capacidade de análise e inteligência;
- otimizar recursos tecnológicos;
- auxiliar serviços de emergência;
- subsidiar atividades de inteligência de segurança pública.
A estrutura também prevê a integração de sistemas de videomonitoramento, sensores e radares, tanto em tempo real quanto com imagens armazenadas.
Câmeras públicas e privadas conectadas à segurança
Em fevereiro de 2026, a SSP-DF regulamentou ainda a integração de câmeras de terceiros ao DF 360.
A Portaria nº 19/2026 estabelece um sistema para permitir a integração e o acesso a imagens provenientes de sistemas de vigilância eletrônica de órgãos públicos e entidades públicas ou privadas, com finalidade de segurança pública.
A proposta amplia a quantidade de informações disponíveis para as forças de segurança e permite aproveitar estruturas de videomonitoramento que já existem em diferentes pontos da cidade.
A visão de Luis Miranda: localizar, antecipar e agir
É exatamente nesse cenário que ganha força a proposta apresentada atualmente por Luis Miranda.
Em publicação nas redes sociais, ele defende uma estrutura de segurança baseada em três conceitos:
“Tecnologia para localizar. Inteligência para antecipar. Polícia para prender.”
A proposta apresentada por Miranda inclui o uso de drones, inteligência artificial e sistemas integrados de monitoramento para ampliar a capacidade do Estado de identificar situações de risco e fornecer informações às forças policiais.
A ideia não é substituir o policial pela tecnologia.
É utilizar a tecnologia para dar ao policial mais informação, mais velocidade e melhores condições para agir.
Do monitoramento à inteligência
A grande transformação proposta por esse modelo está em deixar de pensar em segurança apenas como uma resposta posterior à ocorrência.
Uma câmera pode registrar.
Um sistema integrado pode identificar uma placa.
Um banco de dados pode cruzar informações.
A inteligência artificial pode auxiliar na análise de grandes volumes de dados.
Um drone pode ampliar o campo de visão das equipes.
E, diante de um alerta, as forças de segurança podem ser acionadas.
É essa integração que está no centro da visão apresentada por Luis Miranda.
Tecnologia com responsabilidade
A expansão tecnológica também exige regras claras.
O Decreto nº 48.728/2026 determina que o acesso à plataforma DF 360 seja restrito a agentes autorizados e estabelece mecanismos de registro, monitoramento e controle dos acessos. O uso das imagens deve observar a legislação aplicável e princípios como legalidade, finalidade, necessidade, proporcionalidade e segurança.
Portanto, uma política de segurança baseada em tecnologia precisa caminhar junto com proteção de dados, controle de acesso, transparência institucional e responsabilidade no uso das informações.
Uma agenda que atravessa o tempo
A trajetória documental permite estabelecer uma sequência clara:
2019: Luis Miranda apresenta propostas orçamentárias relacionadas à segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade.
2021: como relator, apresenta substitutivo defendendo uma rede de videovigilância integrada, com reconhecimento de placas e conexão entre sistemas.
2022: apresenta nova sugestão relacionada ao desenvolvimento de políticas de segurança pública e enfrentamento à criminalidade.
2025–2026: o Governo do Distrito Federal estrutura e amplia o DF 360 – Segurança Integral, integrando câmeras, sensores, radares e outros sistemas tecnológicos.
Agora, Luis Miranda leva novamente ao debate público a defesa de uma Secretaria de Segurança Pública mais tecnológica, integrada e orientada por inteligência.
“Tecnologia para localizar. Inteligência para antecipar. Polícia para prender.”
Para Miranda, segurança pública não deve depender apenas da reação depois que o crime acontece. A tecnologia pode ser utilizada para ampliar a capacidade de prevenção, monitoramento, inteligência e resposta, colocando informação e inovação a serviço da proteção da população.
Luis Miranda — 35.555 — Deputado Distrital.



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