Enquanto Wellington Moraes segue ditando a estratégia da comunicação do GDF, Paulo Fona, o Boca de Chibiu, chega para reforçar a operação diária
Brasília adora uma intriga. Quando não existe, inventa. Quando existe, aumenta. E quando não consegue derrubar alguém pelos fatos, tenta derrubar pela versão.
É exatamente isso que tem acontecido nos últimos meses dentro da comunicação do Governo do Distrito Federal.
Pequenos grupos políticos e alguns operadores de bastidor passaram a espalhar notas, comentários e especulações tentando vender a ideia de que Wellington Moraes estaria enfraquecido ou de saída do governo Celina Leão. O problema é que a realidade não ajuda a sustentar a tese.
Wellington Moraes, o conhecido Baiano, continua ocupando exatamente o mesmo espaço que ocupava antes. E talvez até mais fortalecido. É ele quem mantém a interlocução estratégica com empresários da comunicação, proprietários de veículos, diretores de redação, colunistas e jornalistas. É ele quem participa das decisões mais sensíveis da comunicação institucional do governo.
Quem conhece o funcionamento da máquina pública sabe distinguir o comandante do quartel do oficial que executa a rotina da tropa. São funções importantes, mas diferentes.
É nesse contexto que surge Paulo Fona, carinhosamente chamado pelos amigos de Boca de Chibiu.
Sua missão está longe de representar qualquer mudança de comando. Fona chega para atuar na linha de frente do relacionamento cotidiano com a imprensa, acompanhar a governadora Celina Leão, organizar entrevistas, atender demandas de jornalistas e fazer a ponte diária entre o governo e as redações.
Em outras palavras: reforça a operação sem alterar a estratégia.
No Buriti, a leitura predominante é que parte do barulho criado em torno do assunto nasceu mais do desejo de alguns adversários internos do que de fatos concretos. Brasília possui longa tradição de fabricar crises onde elas não existem. E, quando o alvo é alguém que acumulou influência ao longo de décadas, o método costuma ser sempre o mesmo: plantar versões para tentar produzir desgaste político.
Até aqui, porém, nada indica mudança de rumo.



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