Não Há Democracia Sem Participação Consciente

 O pleito eleitoral à Presidência da República em segunda votação, no próximo dia 25 de outubro, exige postura de minuciosa reflexão, maturidade e responsabilidade cidadã. A escolha pelo voto definirá o rumo da sociedade e da economia brasileira nos próximos quatro anos. Votar não é apenas um direito, é, acima de tudo, um dever moral que estabelece o compromisso de cada cidadão com o destino do nosso Brasil. Diante da relevância desse fato, o absenteísmo ou a omissão não são admissíveis para quem almeja um país melhor.  


A proposta do grupo governista exige uma rigorosa consideração do histórico de toda sua atuação ao longo das últimas décadas e sua promessa de continuidade. Seu foco principal centra-se no fortalecimento do Estado como indutor da economia e na ampliação da proteção social, a fim combater as desigualdades históricas e - de novo - erradicar a fome. É fundamental ponderar sobre os resultados de fato alcançados sobre a sustentabilidade fiscal e a eficiência dessas políticas; avaliar se são viáveis para um modelo seguro de desenvolvimento.


 As alternativas apresentadas pela direita, por sua vez, estruturam propostas em torno da liberdade econômica, da desburocratização e menor intervenção do Estado na vida das pessoas e das empresas. Suas propostas priorizam a iniciativa privada, o rigor fiscal e a segurança jurídica como motores centrais para o crescimento e a geração de empregos. A análise dessas ideias exige verificar a viabilidade prática das reformas sugeridas e o impacto direto que produzirão na estrutura social. Cabe a cada eleitor discernir sobre a melhor proposição. 


 Comparando os dois projetos, é possível identificar divergências em relação ao papel do Estado, à gestão fiscal e às prioridades econômicas. A esquerda aposta no protagonismo estatal e em programas sociais distributivistas; a direita defende a autonomia do mercado e eficiência do setor privado. Ambas pregam a promoção da robustez econômica, da segurança pública, da infraestrutura, da educação e do atendimento básico à saúde. Interrogações: Por que tudo isso não foi feito até hoje? Qual das propostas é verdadeira? Qual é a mais sustentável? 


O que precisa ser mudado: 1. déficit estrutural (dívida pública); 2. alta descontrolada de impostos; 3. Reforma Tributária complexa (maior IVA do mundo); 4. hostilidade ao agronegócio (maior fatia do PIB); 5. escândalos estruturais (rombo do INSS, Banco Master e outros); 6. tolerância ao crime organizado; 7. ativismo, insegurança jurídica e desmando do judiciário, em especial no STF; e 8. populismo inconsequente. A revisão destes pontos é urgente e implicará muita seriedade e duro ajuste logo no início do novo governo, seja quem for o vencedor.  


A triste verdade é que o Brasil é independente há 204 anos (07/09/1822). Já tivemos 7 Constituições; a atual já teve 141 emendas, incluída a do fim da escala 6x1. Nosso IDH é de apenas 0,641 em desigualdade social. A independência dos EUA foi em 4 de julho de 1776, só 46 anos antes do Brasil e, até hoje, tiveram uma única Constituição, com 27 emendas. Seu IDH em desigualdade é 0,823. Quais os motivos de tanta diferença? Pense nisso ao decidir em quem votar. Eleitor consciente é aquele que analisa e identifica a melhor proposta! 


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci


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