Fintech proporciona economia de 80% em taxas para estudantes internacionais converterem Real para Dólar

 Estudante decide fazer uma faculdade nos Estados Unidos, o planejamento financeiro precisa acompanhar essa decisão desde o início. Não se trata apenas de ter o valor da tuition, mas de entender como o dinheiro será enviado, quanto será gasto com moradia e despesas do dia a dia e como a família Ao pagar a tuition de uma universidade americana no valor de US$ 80 mil, estudantes podem economizar até R$ 22 mil, se comparado com outras fintechs e bancos tradicionais


Para um brasileiro que vai estudar em uma universidade dos Estados Unidos, a conversão de reais para dólares pode representar uma diferença significativa no orçamento. Segundo levantamento da Ruvo, a economia na conversão para o pagamento da tuition pode chegar a 80% em comparação com outras fintechs e bancos tradicionais. Em uma tuition de US$ 80 mil, por exemplo, a diferença pode representar até R$ 22 mil.

Além do custo da universidade, despesas como moradia, alimentação, seguro-saúde e transporte também precisam ser administradas em dólar. Por isso, entender os custos envolvidos e como os recursos serão enviados ao longo do período de estudos faz parte do planejamento financeiro do estudante e da família.

O Brasil é o 10º país de origem de estudantes internacionais nos Estados Unidos, de acordo com o Open Doors, levantamento do Institute of International Education (IIE) sobre intercâmbio educacional internacional. Em 2024/25, 8.590 brasileiros estavam na graduação nos Estados Unidos, o equivalente a 49,7% dos 17.277 estudantes brasileiros registrados no levantamento.

Entre os principais cuidados está entender quais despesas ficam sob responsabilidade do estudante e da família, mesmo quando há uma bolsa de estudos. Segundo Letícia Rebelo, sócia e diretora da área educacional e de produto da The Dream School, alguns gastos costumam ser esquecidos durante o planejamento. “Mesmo quando a bolsa é muito alta, é importante entender quais custos ainda ficarão sob responsabilidade da família. São despesas que, somadas ao longo do tempo, podem representar um valor relevante no orçamento”, alerta.

Para Letícia, o planejamento financeiro deve começar ainda antes da aprovação. “Até o meio do segundo ano do Ensino Médio, quando o estudante escolhe as universidades e começa a se preparar para os testes, deve ter essas informações, porque a capacidade de investimento da família influencia quais opções fazem sentido para aquele estudante”, orienta.

Ela também lembra que é importante entender como funciona a oferta de bolsas e auxílio financeiro de cada universidade antes de tomar decisões sobre a candidatura. Neste período do ano, essa análise também pode ser importante para estudantes que consideram modalidades como o Early Decision, em que a candidatura é feita antecipadamente e, em geral, envolve compromisso de matrícula caso o aluno seja admitido. Conhecer previamente os custos e as possibilidades de auxílio financeiro ajuda a avaliar se a opção é compatível com a realidade da família.

Experiência além da tuition

A experiência de quem já está nos Estados Unidos mostra que os cuidados financeiros continuam depois da aprovação e da chegada ao país. Cursando dupla graduação em Business Analytics e Inteligência Artificial e Finanças na University of South Florida, com formatura prevista para 2029, o estudante José Guilherme Brol Leal conta que alguns gastos chegaram a surpreendê-lo.

“Moradia, comida, seguro de saúde e transporte são alguns dos gastos que mais costumam surpreender quem chega aos Estados Unidos para estudar. Por isso, antes do embarque, recomendo deixar organizado pelo menos o valor da tuition, da moradia e do seguro-saúde, além de uma quantia extra para cobrir pequenas despesas do primeiro semestre”, diz.

Além de se preparar para os gastos, quem estuda nos Estados Unidos também precisa considerar como os recursos serão enviados do Brasil para o país ao longo do intercâmbio ou em caso de necessidade de ajuda para despesas inesperadas. Segundo Brol, taxas e prazos das transações podem dificultar a organização financeira.

“As principais dificuldades para quem recebe dinheiro da família no Brasil são as taxas, como o IOF e outras cobranças, e o tempo da transação. Dependendo da instituição, o dinheiro pode levar dias para chegar à conta americana ou à faculdade, o que dificulta saber exatamente quando o recurso estará disponível”, conta.

Hoje, o estudante utiliza a conta global da Ruvo para fazer as transferências conforme a disponibilidade financeira da família. “Hoje acompanho um pouco o valor do dólar, mas uso a conta global para fazer as transações. Também uso o cartão no dia a dia, para pedir carros de aplicativo de transporte e entregas ou fazer compras no mercado.”

Conta global facilita movimentação

Para Alec Howard, cofundador e CEO da Ruvo, ter uma estrutura financeira que acompanhe a rotina do estudante pode trazer mais previsibilidade para a família.

“Quando um vai acompanhar esses pagamentos ao longo do período. Nosso objetivo com a Ruvo é simplificar essa parte da jornada, dando ao estudante e à família mais previsibilidade para movimentar o dinheiro entre Brasil e Estados Unidos.”

A conta global permite receber, guardar, converter e utilizar dólares, além de movimentar recursos entre Brasil e Estados Unidos. Para estudantes, a Ruvo também oferece a possibilidade de enviar recursos para pagamentos, como despesas universitárias, e utilizar o saldo no dia a dia.

“Para quem está se preparando para estudar nos Estados Unidos, o câmbio deixa de ser uma preocupação pontual e passa a fazer parte do orçamento por meses ou até anos. Por isso, é importante olhar não apenas para a cotação do dólar, mas também para as taxas, os prazos e a forma como o dinheiro será movimentado. Ter clareza sobre esses custos ajuda a família a planejar melhor e evita que despesas financeiras sejam descobertas apenas depois da chegada ao país.”

Além da estrutura financeira, a Ruvo também vem ampliando a conexão com estudantes brasileiros nos Estados Unidos. Neste semestre, a empresa iniciou um programa-piloto de embaixadores com seis universitários, que promovem eventos e parcerias com associações brasileiras e aproximam a marca das comunidades acadêmicas onde estudam. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de manter uma relação próxima com os estudantes durante a experiência no país.


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