Celina Leão fala sobre crise no BRB e situação financeira do DF em entrevista ao DF2

 Governadora afirmou que encontrou déficit de R$ 5 bilhões ao assumir o governo e defendeu medidas para equilibrar as contas; candidata também comentou sua relação com Ibaneis Rocha e promessas de campanha

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), foi entrevistada pelo DF2 nesta quinta-feira (15). Durante a sabatina, ela comentou a crise do Banco de Brasília (BRB), as contas públicas do DF, a relação do ex-governador Ibaneis Rocha com o Grupo Master e as propostas apresentadas para um eventual novo mandato.

Sobre o balanço financeiro do BRB, Celina afirmou que a divulgação não deve ser condicionada ao calendário eleitoral. Segundo ela, o documento será publicado após a conclusão de uma negociação relacionada a um empréstimo de R$ 6 bilhões, com prazo de 15 anos, cujo pagamento, conforme declarou, ficará sob responsabilidade do próprio banco. A governadora também negou que exista um cenário de desconfiança em relação à instituição e afirmou que foi contrária à compra do Banco Master pelo BRB. Ao comentar o caso, disse ter mantido uma relação de “inimizade” com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco preso na Operação Compliance Zero. Celina ainda sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou se envolver diretamente na crise em razão das investigações em andamento.

Ao abordar sua relação política com Ibaneis, Celina afirmou que não pode ser responsabilizada por eventuais erros do antecessor, embora tenha reconhecido avanços na gestão anterior. Ela também declarou que a saúde não era uma prioridade para o ex-governador. Sobre as contas do Distrito Federal, disse ter encontrado um déficit de R$ 5 bilhões ao assumir o cargo e afirmou que o governo recuperou parte da capacidade financeira, mas ainda enfrenta dificuldades para efetuar pagamentos. Segundo a candidata, a equipe econômica identificou cerca de R$ 4 bilhões em empenhos não executados e está cancelando despesas previstas que não foram realizadas.

Questionada sobre como pretende financiar propostas como a expansão do metrô e o passe livre para pessoas inscritas no Cadastro Único, Celina afirmou que os recursos virão da redução de gastos. Como exemplo, citou a transferência da sede do governo para o Centro Administrativo do Distrito Federal. A governadora garantiu que o DF terá condições financeiras de cumprir essas e outras promessas. O candidato Leandro Grass (PT), adversário de Celina no segundo turno, será entrevistado pelo DF2 nesta sexta-feira (16). A votação está marcada para 25 de outubro.

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