No Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 23 de setembro, cardiologista explica os impactos da tensão constante sobre a saúde cardiovascular
O estresse faz parte da rotina, mas quando se torna frequente e intenso pode deixar de ser apenas uma reação momentânea e passar a afetar a saúde. A tensão constante mantém o organismo em estado de alerta, podendo provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em 23 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Estresse, o alerta também se volta para os impactos desse quadro sobre o coração.
Segundo o cardiologista Vagner Vinícius Ferreira, do Hospital Mantevida, o problema aparece quando o estresse se torna frequente e mantém o organismo em estado de alerta por períodos prolongados. “O estresse faz parte da vida e nem sempre é prejudicial. O problema aparece quando ele se torna frequente e intenso, mantendo o organismo em um estado de alerta constante. Nesse cenário, podemos ter aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de alterações que, ao longo do tempo, podem prejudicar a saúde cardiovascular”, explica.
A relação entre estresse e infarto, no entanto, não significa que a tensão emocional seja uma causa isolada do problema. Segundo Vagner, o risco está principalmente na combinação do estresse prolongado com outros fatores cardiovasculares. “O estresse não deve ser considerado uma causa isolada do infarto, mas pode contribuir para um cenário de maior risco, principalmente quando está associado a hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e privação de sono. É a combinação desses fatores que merece atenção”, afirma.
Em situações de estresse intenso, o organismo pode aumentar a frequência dos batimentos e elevar a pressão arterial. Quando esses episódios se tornam recorrentes, o coração pode ser submetido a uma sobrecarga maior. “Uma situação de estresse muito intenso pode provocar uma resposta importante do organismo, com aumento dos batimentos e da pressão arterial. Em pessoas que já apresentam doença cardiovascular ou fatores de risco, esse impacto pode ser ainda mais relevante. Por isso, episódios intensos e recorrentes não devem ser ignorados”, ressalta o cardiologista.
Outro ponto de atenção é a dificuldade de diferenciar sintomas relacionados ao estresse de sinais que podem indicar uma emergência cardiovascular. Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura e mal-estar intenso podem estar entre os sinais de um infarto e exigem avaliação médica imediata. “Um dos principais cuidados é não atribuir automaticamente ao estresse ou à ansiedade sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou mal-estar. Quando esses sinais aparecem, especialmente de forma súbita ou intensa, é importante procurar atendimento médico para descartar uma emergência cardiovascular”, alerta Vagner.
A prevenção passa por uma rotina que inclua atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento de fatores como pressão arterial e colesterol. Para o cardiologista, também é importante encontrar formas saudáveis de lidar com situações de tensão. “Cuidar do coração também significa olhar para a rotina. Ter sono adequado, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão e o colesterol e buscar formas saudáveis de lidar com o estresse são medidas que ajudam na prevenção das doenças cardiovasculares”, orienta.


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