A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE, mostra que a Região Centro-Oeste respondeu por 7,4% da receita bruta nacional de serviços. Dentro do ranking regional, o Distrito Federal lidera com 30,8%, seguido por Goiás (30,1%), Mato Grosso (25,6%) e Mato Grosso do Sul (13,5%).
No Distrito Federal, o setor de serviços não financeiros reuniu 42,4 mil empresas ativas em 2024, responsáveis por ocupar 435,8 mil pessoas. Os gastos com pessoal somaram R$ 18,8 bilhões, enquanto a receita bruta alcançou R$ 87 bilhões. O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares se destacou, concentrando 37,3% da receita e mais da metade dos empregos do setor.
A pesquisa também revelou que a remuneração média mensal no setor de serviços do DF foi de 2,4 salários mínimos, o terceiro maior do País, atrás apenas de São Paulo (2,7 s.m.) e Rio de Janeiro (2,5 s.m.). Entre os grupos de atividades, os serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram em número de empresas (16,6 mil) e em pessoal ocupado (224,1 mil), seguidos pelos serviços prestados principalmente às famílias (12,3 mil empresas e 84,1 mil empregados).
Em termos de receita, os serviços de informação e comunicação aparecem em segundo lugar, com 24,8% da receita bruta e R$ 21,5 bilhões movimentados, além de R$ 4,9 bilhões em gastos com pessoal. Já os serviços prestados às famílias, especialmente alojamento e alimentação, representaram 55,5% das empresas do segmento, reforçando sua relevância para a geração de empregos e renda.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os dados da PAS reforçam a importância do setor de serviços para a economia do Distrito Federal. “Chama atenção, sobretudo, a força dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que respondem por mais da metade dos empregos do setor. Esses números demonstram a capacidade de Brasília de gerar renda, oportunidades e atividade econômica a partir de um segmento cada vez mais diversificado e estratégico para o desenvolvimento local”, explica Aparecido.


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