"Vou transformar o governo analógico em governo digital", diz Arruda

Candidato a governador, José Roberto Arruda falou sobre a necessidade de transformar o Governo do Distrito Federal (GDF) de analógico para digital. A declaração foi dada durante sabatina na Rádio Metrópoles, primeiro compromisso da agenda de campanha nesta segunda-feira (24/8). O dia teve ainda uma carreata por Núcleo Bandeirante e Candangolândia

Foto: Pedro Santos.

“Vou transformar o governo analógico em governo digital. Hoje, com o celular, você pede comida no iFood, você entra no aplicativo e pega um Uber. Só que com o celular você não consegue marcar uma consulta, não consegue fazer uma matrícula, tem que ir para a fila da farmácia. O governo está analógico, o mundo está digital. Eu vou dar um choque de gestão. Vou transformar o governo em um governo moderno, um governo digital", apontou, acrescentando que “para as pessoas que ainda não têm acesso, não sabem mexer", os pontos físicos de atendimento seguirão existindo.

Durante a entrevista, Arruda comentou suas propostas para saúde, segurança e educação. Sobre esta última, anunciou o plano de pagar um 14º salário para os funcionários de escolas que melhorarem a nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Hoje, Brasília está passando a vergonha de ser o último lugar no Ideb entre as 27 unidades da Federação. Logo a capital do país que Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro sonharam para ser modelo de educação pública no Brasil. Eu vou resgatar a educação. Primeiro, vou chamar, no primeiro dia, os 3.300 professores concursados. Segundo, vou voltar com a gestão compartilhada com autonomia para as escolas. E vou pagar o 14º salário para todos os servidores da educação na escola que aumentar o índice do Ideb ano a ano. Quando você faz essa remuneração por resultado, você aumenta o empenho da escola.”

Em relação a outro tema, a mobilidade, o candidato reafirmou o projeto de construir quatro novas linhas de metrô. Questionado, também disse que pretende voltar com os estacionamentos gratuitos na área central de Brasília. “O Conjunto Nacional e o Conic estão esvaziados. O comércio está caindo, porque ninguém tem dinheiro para pagar aquele estacionamento. Estacionamento pago é para cidades evoluídas, onde tem linha de metrô em todas as regiões. Aí é razoável você diminuir os carros no centro. Brasília não tem, não fizeram as novas linhas de metrô e querem cobrar estacionamento no centro da cidade. Sou contra", ressaltou.

Carreata
À tarde, Arruda passou em carreata pelas ruas do Núcleo Bandeirante e da Candangolândia. Na oportunidade, relembrou obras que fez durante seu governo — como pavimentação de vias, instalação de iluminação pública e serviços de urbanização — e citou os projetos que tem para o futuro das duas regiões. “O Núcleo Bandeirante, a Candangolândia e a Metropolitana são cidades que eu trabalhei muito e quero voltar a trabalhar muito mais”, enfatizou.

“A primeira coisa que a gente tem que fazer é o BRT pela EPNB. Esse BRT já podia estar pronto, eu deixei o projeto pronto, porque ele resolve o Riacho Fundo 2, o Riacho Fundo, o Núcleo Bandeirante e a Candangolândia. Essa é uma solução simples que nós vamos implantar. Mas o Bandeirante tem um outro problema grave, que é a saúde. As pessoas não estão sendo atendidas e nós vamos construir aqui um Centro de Saúde mais moderno que vai ter médico, pediatra, ginecologista e clínico geral para toda essa região. Aqui é a maternidade de Brasília. Os pioneiros que construíram Brasília moram aqui até hoje, seus filhos, seus netos. Essa cidade precisa ser muito respeitada.”

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