Sesc+Rap leva 15 mil pessoas a Ceilândia e movimenta a cultura no DF

 O Sesc+Rap levou música, cultura e lazer a Ceilândia na noite deste sábado (29) e reuniu cerca de 15 mil pessoas.

Durante o evento, o diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo da Silva, falou ao Tudo Ok Notícias sobre os planos da instituição nas áreas de educação e saúde, a expansão das ações no Distrito Federal e os impactos da chamada “taxa das blusinhas” no comércio.

A programação transformou Ceilândia em um dos principais polos culturais do Distrito Federal no fim de semana. Além das atrações musicais, o evento contou com grande participação popular e marcou a presença do diretor-geral do Sesc Nacional.

Na entrevista, Cirilo ressaltou a importância social da instituição, comentou os projetos em andamento pelo país e avaliou o fortalecimento do Sesc-DF nos últimos anos.

Cultura como inclusão e oportunidade

Para Cirilo, a cultura promovida pelo Sesc vai além do entretenimento. Segundo ele, as atividades culturais têm impacto social, especialmente entre pessoas de menor renda, ao ampliar o acesso à arte e abrir espaço para novos talentos.

“Principalmente para pessoas mais carentes, essa cultura, o papel social, cultural e, ao mesmo tempo, humanitário. O Sesc leva cultura a todos os cantos. Além de levar a cultura para todos os lugares, também projeta novos artistas”, afirmou.

O diretor-geral destacou que, somente no último ano, as ações culturais do Sesc alcançaram 39,6 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Além de promover apresentações e atividades em diversas regiões, a instituição também contribui para revelar artistas e ampliar o acesso da população a iniciativas culturais.

Educação e saúde entre as prioridades

Ao falar sobre novos projetos, Cirilo apontou duas frentes prioritárias: a Rede Sesc Educação e o programa de Saúde Integral do Trabalhador.

A Rede Sesc Educação conta atualmente com 246 escolas no país e passa por uma atualização pedagógica. Entre as medidas previstas estão a criação de um novo projeto educacional, ferramentas de acompanhamento dos alunos, plataformas adaptativas para identificar dificuldades de aprendizagem e a produção de materiais didáticos próprios, em versões impressa e digital.

Na área da saúde, a proposta é olhar para o trabalhador de forma mais ampla, contemplando tanto a saúde física quanto a mental.

“Na Saúde Integral do Trabalhador, nós estamos vendo o que esse trabalhador precisa física e mentalmente. Ele vai receber uma solução de que precisa: fazer uma ginástica, uma dieta, assistir a uma peça cultural”, explicou.

Segundo Cirilo, o objetivo é promover bem-estar e qualidade de vida de maneira integrada.

“O Sesc quer uma saúde integral. Nós precisamos de um trabalhador fisicamente e mentalmente sadio”, disse.

Expansão do Sesc no Distrito Federal

Ao analisar o atual momento do Sesc no Distrito Federal, Cirilo afirmou que Brasília voltou a ter protagonismo dentro do sistema nacional da instituição.

Segundo ele, as ações antes concentradas no Plano Piloto estão sendo levadas a outras regiões administrativas, ampliando o alcance dos serviços oferecidos pelo Sesc.

“Brasília é uma referência hoje no sistema. Brasília estava realmente adormecida, usando essa palavra que você disse, e ela voltou com a potência que tem”, declarou.

Ele também destacou a descentralização das atividades no DF.

“As ações eram muito centralizadas. E agora nós estamos expandindo para Brasília como um todo. Era mais no Plano Piloto, agora não. Nós estamos interiorizando, se eu posso dizer assim, aqui em Brasília”, afirmou.

Cirilo atribuiu parte desse avanço à gestão do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido da Silva, e do diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo.

“Estamos levando o que há de melhor em termos de cultura, saúde, assistência, bem-estar social e educação para o Distrito Federal como um todo”, afirmou.

Sesc+Rap evidencia força de Ceilândia

A presença de aproximadamente 15 mil pessoas chamou a atenção do diretor-geral do Sesc Nacional. Para ele, a adesão do público demonstrou a importância de levar grandes eventos culturais às regiões administrativas.

“Eu fiquei impressionado com esse evento, um evento que atendeu a uma necessidade aqui de Ceilândia. Ceilândia ficou muito feliz. Você vê pelo povo que está aqui, todo mundo cantando, se divertindo”, disse.

Na avaliação de Cirilo, o Sesc+Rap representa a proposta da instituição de promover cultura, convivência e qualidade de vida.

“O Sesc é isso: alegria, bem-estar, qualidade de vida. É isso que nós precisamos. Eu costumo dizer: o Sesc é cultura e o Sesc é qualidade de vida”, declarou.

Apoio do Sesc Nacional aos projetos do DF

Cirilo também comentou a parceria entre o Departamento Nacional do Sesc, o Sesc-DF e o Senac-DF. Segundo ele, o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, tem apoiado projetos apresentados pelo Distrito Federal.

“O nosso presidente José Roberto Tadros tem dado todo o apoio possível nas ações que são desenvolvidas aqui. Então, o Zé Aparecido tem apresentado projetos e o nosso presidente tem aprovado projetos, tanto do Sesc quanto do Senac”, afirmou.

O diretor-geral elogiou ainda a atuação da Fecomércio-DF e disse acompanhar o crescimento dos números da instituição na capital.

“Às vezes eu me pego vendo os números aqui de Brasília e fico impressionado com o tanto que nós crescemos nesses oito anos”, declarou.

Projetos passam por análise técnica

Sobre futuros investimentos no Distrito Federal, incluindo propostas para a área próxima à Ponte JK, Cirilo explicou que as iniciativas precisam passar por avaliação técnica antes de receberem recursos.

Os projetos encaminhados pelo Sesc-DF são analisados pelas equipes do Departamento Nacional, que definem quais propostas apresentam viabilidade e devem ter prioridade.

A intenção, segundo ele, é investir em ações capazes de ampliar o atendimento e a presença da instituição em diferentes regiões do DF.

Crítica à taxa das blusinhas

Durante a entrevista, Cirilo também comentou a chamada “taxa das blusinhas” e seus reflexos sobre o comércio brasileiro.

O diretor-geral criticou a medida e afirmou que o tema precisa ser discutido sob a perspectiva da proteção ao comerciante nacional.

“Olha, isso é um retrocesso. Isso não ajuda o nosso mercado brasileiro. Então, a gente é totalmente contra esse imposto. Não há necessidade de fazer isso. Ele tinha que continuar, porque isso protege o nosso comerciante brasileiro”, afirmou.

A declaração insere o Sesc Nacional no debate sobre a concorrência enfrentada pelos comerciantes brasileiros diante do crescimento das compras internacionais.

Cultura e desenvolvimento social

A presença de José Carlos Cirilo em Ceilândia reforçou a estratégia de ampliar a atuação do Sesc para além das atividades tradicionais de lazer.

Com ações em cultura, educação, saúde, assistência e bem-estar, a instituição busca atender um público cada vez maior em todas as regiões do Distrito Federal.

Em Ceilândia, o Sesc+Rap simbolizou essa proposta ao levar um grande evento cultural a uma região com forte presença de trabalhadores e famílias.

A participação de cerca de 15 mil pessoas mostrou o potencial da cultura como ferramenta de integração social e confirmou a capacidade do Distrito Federal de receber grandes iniciativas do sistema Sesc.

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