Procedimento possibilitará que fígado, rins e córneas sejam destinados a pacientes que aguardam por um transplante no Sistema Nacional de Transplantes
O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, realizou, nesta quarta-feira (08/07), a 38ª captação de órgãos e tecidos para transplante na unidade. Foram captados fígado, rins e córneas, destinados a pacientes cadastrados na lista única do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
O procedimento contou com a atuação das equipes das Centrais Estaduais de Transplantes de Goiás e do Distrito Federal, da Organização de Procura de Órgãos (OPO/HEANA) e do Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (CEROF/UFG). A logística para o transporte das equipes e dos órgãos teve o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e da Força Aérea Brasileira (FAB).
A doação ocorreu após a confirmação da morte encefálica de uma paciente de 58 anos, conforme os protocolos previstos na legislação brasileira, e mediante autorização da família. Durante todo o processo, os familiares receberam acolhimento e orientações da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do HCN, composta por profissionais de diferentes áreas da assistência, como serviço social, psicologia, enfermagem e equipe médica.
Para a presidente da e-DOT e coordenadora de uma das UTIs Adulto do HCN, Kellen Lopes, conversar sobre a doação de órgãos com a família é essencial para que a vontade do potencial doador seja conhecida e respeitada. "A doação de órgãos é um assunto que precisa ser conversado ainda em vida. A autorização da família é indispensável para que a doação aconteça. Esse gesto pode transformar e salvar vidas", destaca.
Doação de órgãos
No Brasil, a doação de órgãos somente é realizada com a autorização da família, mesmo quando a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora. Por isso, é importante conversar sobre o tema com os familiares.
A distribuição dos órgãos é realizada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que adota critérios técnicos, como compatibilidade entre doador e receptor, gravidade do quadro clínico e tempo de espera, garantindo transparência e equidade no acesso aos transplantes.



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