Especialista explica sobre a importância da saúde mental nos cargos de liderança

 Para a psicóloga empresarial Simone Arruda, a integridade da gestão influencia diretamente na produtividade e no bem-estar corporativo



Em vigor desde 2025, a inclusão dos riscos psicossociais na NR-01 (Norma Regulamentadora nº 01) chegou para nortear as ações de saúde mental dos colaboradores no ambiente do trabalho. Abrangendo 13 principais fatores que proporcionam subsídios para preservar o bem-estar dos funcionários, estima-se que pelo menos nove destes tópicos, que incluem suporte, clareza de papel, reconhecimento, sobrecarga, relacionamentos e comunicação, colocam a liderança como agente central para a melhoria do ambiente corporativo.


Com diversas sanções previstas em lei em caso do descumprimento das obrigatoriedades exigidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que agora também já passa a intensificar as fiscalizações nas empresas, o primeiro passo para estruturar uma cultura institucional saudável, de acordo com a  psicóloga empresarial Simone Arruda, pode estar na capacidade dos líderes de sustentar as responsabilidades do cargo.


“A política de reconhecimento pode ser aplicada com justiça por um gestor e de forma desigual por outro. A mudança organizacional pode ser comunicada com transparência ou gerar insegurança, dependendo de quem conduz. A liderança não substitui a estrutura, ela é o que determina se a estrutura funciona, ou não, na prática”. 


Com mais de 20 anos de atuação no desenvolvimento humano de pessoas no ambiente corporativo e clínico, Simone Arruda tem elaborado estudos e práticas voltadas à saúde mental de empresários e líderes por perceber que é um público que não é visto nas suas necessidades, mas é muito cobrado nas suas práticas. Ainda de acordo com a especialista, a integridade e a eficiência da equipe pode ser completamente comprometida se a saúde mental dos gestores for negligenciada.


“Muito se fala do papel do líder na saúde mental da equipe, mas, por outro lado, quase nunca se fala de como está a saúde mental do líder. Existe uma imagem que se espera que ele sustente: a de alguém forte, seguro, que tem resposta pra tudo. Um líder não pode chegar numa reunião e dizer que está inseguro sobre uma decisão. Não pode admitir que está com dúvida, com medo, sem saber o próximo passo pois, para muitos, isso pode ser lido como fraqueza e falta de competência quando, na verdade, é só a parte humana aparecendo”, explica.


Simone Arruda atua preparando líderes para uma realidade que mudou. Hoje eles precisam conduzir pessoas, tomar decisões sob pressão, lidar com situações relacionadas à saúde mental das equipes e, ao mesmo tempo, cuidar da própria saúde mental para não adoecer no exercício da liderança. Esse desenvolvimento fortalece a liderança e ajuda as empresas a atenderem às exigências relacionadas aos riscos psicossociais.


“O líder de hoje precisa estar preparado para lidar com situações para as quais a maioria nunca recebeu treinamento. Como agir quando um colaborador demonstra sinais de sofrimento? Como conduzir uma conversa difícil? Como acolher sem assumir o papel de terapeuta? Como continuar liderando sob pressão sem chegar ao esgotamento? É isso que precisamos desenvolver. Não basta cuidar da saúde mental da equipe se quem lidera já perdeu a própria capacidade de conduzir”, conclui Simone Arruda.


Serviço

Simone Arruda

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Site: https://www.simonearruda.com.br/


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