| Foto: Divulgação |
Durante muito tempo, a Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) foi vista apenas como o setor destinado aos casos mais graves.
Hoje, a medicina intensiva vai além: conforto, privacidade, tecnologia e
atuação integrada das equipes passaram a ser reconhecidos como fatores que
também contribuem para a recuperação dos pacientes.
Essa transformação chega ao Hospital
Anchieta Ceilândia, que amplia em 32 leitos sua capacidade de atendimento e
aproxima de uma das regiões mais populosas do Distrito Federal uma estrutura de
alta complexidade que, durante muitos anos, esteve concentrada principalmente
na área central de Brasília.
Projetada para atender às necessidades da
medicina intensiva contemporânea, a nova unidade reúne acomodações individuais,
banheiros privativos, iluminação natural, controle de ruídos e monitorização
contínua. O ambiente foi concebido para oferecer mais segurança, privacidade e
conforto aos pacientes, além de melhores condições de trabalho às equipes
assistenciais.
Entre os diferenciais está um leito
equipado com sistema de isolamento respiratório por pressão negativa,
tecnologia inédita em Brasília. O recurso impede que o ar potencialmente
contaminado circule para outras áreas da unidade, aumentando a segurança no
atendimento de pacientes com doenças infectocontagiosas.
Outro avanço é a integração da nova UTI
com uma ressonância magnética equipada com recursos de Inteligência Artificial.
A tecnologia melhora a qualidade das imagens, reduz o tempo dos exames e
contribui para decisões clínicas mais rápidas, especialmente em casos de maior
complexidade.
Estrutura pensada para favorecer a
recuperação
Para o coordenador das UTIs do Hospital
Anchieta Ceilândia, Belchior Santana, a evolução da medicina intensiva passa
por uma assistência que integra tecnologia, estrutura e equipes especializadas.
"Hoje entendemos que a recuperação do
paciente depende de um conjunto de fatores. A tecnologia é fundamental, mas
também fazem diferença um ambiente mais silencioso, acomodações individuais,
iluminação natural e a atuação integrada de diferentes profissionais. Tudo isso
contribui para uma assistência mais segura e eficiente.", destaca.
Além da infraestrutura, os novos leitos
serão assistidos por uma equipe multiprofissional formada por médicos
intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos,
psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais que acompanham cada paciente
de forma integrada ao longo de toda a internação.
Na avaliação do coordenador regional das
UTIs dos Hospitais Anchieta, Marcelo Maia, a medicina intensiva também passou
por uma mudança importante na forma de indicar esse tipo de cuidado.
"A UTI deixou de ser vista apenas
como o último recurso. Em muitos casos, a internação no momento adequado
permite monitoramento contínuo, intervenções mais rápidas e redução de
complicações, aumentando as chances de recuperação", pontua.
Mais acesso à alta complexidade
A ampliação também representa um avanço
para a assistência de alta complexidade em Ceilândia. Segundo o diretor-geral e
diretor técnico do Hospital Anchieta Ceilândia, Clodoaldo Abreu da Silveira
Junior, o investimento amplia a capacidade de resposta da unidade e aproxima
serviços especializados da população.
"Estamos oferecendo à comunidade uma
estrutura preparada para atender pacientes críticos com tecnologia, equipes
qualificadas e um modelo assistencial alinhado às necessidades da medicina
intensiva atual. É um investimento que amplia o acesso e fortalece a
assistência na região", comemora.
O Distrito Federal possui a maior oferta
de leitos de UTI por habitante do país, com 76,68 leitos para cada 100 mil
habitantes, segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira
(Amib).
Expansão acompanha demanda crescente
Para o diretor-geral dos Hospitais
Anchieta, Marcello Caio de Souza Reis, ampliar a capacidade instalada significa
acompanhar uma demanda crescente por atendimento especializado sem abrir mão da
qualidade.
"A expansão vai muito além do aumento
do número de leitos. Ela representa um investimento em inovação, qualificação
das equipes e infraestrutura para oferecer uma assistência cada vez mais
segura, eficiente e centrada nas necessidades dos pacientes.", afirma.
Com a ampliação, o Hospital Anchieta
Ceilândia reforça sua capacidade de atendimento a pacientes de alta
complexidade e aproxima da população uma estrutura que reúne tecnologia,
equipes especializadas e um novo conceito de cuidado intensivo.


.png)