A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), declarou que não teme ser citada em uma eventual delação do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso na Operação Compliance Zero. Durante entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira (21/5), Celina afirmou que nunca teve proximidade com o ex-dirigente do banco e o classificou como “arrogante”.
Segundo a governadora, qualquer menção ao nome dela por parte de Paulo Henrique seria motivada por divergências pessoais.
“Se ele falar de mim, será de forma negativa, porque nunca tivemos relação. Sempre achei ele muito arrogante e distante da realidade de Brasília”, afirmou.
Celina também declarou que Paulo Henrique já sabia que deixaria o comando do BRB caso ela assumisse definitivamente o Governo do Distrito Federal.
“Ele tinha consciência de que seria exonerado quando eu chegasse ao governo”, disse.
A governadora destacou ainda que o desgaste entre os dois era conhecido nos bastidores políticos da capital.
“Todo mundo em Brasília sabia da dificuldade que eu tinha no relacionamento com o Paulo Henrique. Era evidente que ele não faria parte da minha gestão”, acrescentou.
Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de recebimento de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações realizadas com o BRB.
Durante a entrevista, Celina também comentou sobre a situação financeira do banco e revelou que o BRB recebeu nesta quinta-feira o primeiro repasse referente ao acordo firmado com a Quadra Capital para venda de ativos considerados saudáveis ligados ao Banco Master.
“Nós conseguimos negociar os ativos do Master com a Quadra, que realizou hoje o primeiro pagamento. Com isso, resolvemos o problema de liquidez do BRB. Agora o foco é solucionar a questão do capital”, explicou a governadora.



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