
Indústrias de tecnologia da informação e comunicação (TIC) já podem se inscrever no ciclo de 2026 do Exporta DF. É a terceira edição do projeto, criado pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) para apoiar micro e pequenas indústrias na entrada e na consolidação em mercados internacionais. O edital de chamamento está no site da instituição e o formulário de inscrições ficará disponível em bit.ly/ExportaDF2026 até 10 de abril.
O Exporta DF é organizado em uma trilha de três etapas. Neste ciclo, chamado de Brasília Tech, a primeira etapa consistirá em capacitações sobre fundamentos da internacionalização de soluções digitais. Na segunda etapa, haverá uma imersão de conhecimento para adaptação de soluções empresariais às tendências internacionais e às tecnologias emergentes. Na última fase, o foco serão ações voltadas à conexão com mercados externos, à identificação de oportunidades de negócios e ao estabelecimento de parcerias estratégicas internacionais. A previsão é que as atividades ocorram de abril a novembro.
A seleção será realizada pelo comitê gestor do Exporta DF, liderado pela Fibra e integrado por parceiros do projeto. As 20 primeiras empresas inscritas que atenderem aos requisitos do edital serão contempladas e as restantes serão incluídas no cadastro reserva e convocadas em caso de desistência.
A taxa de adesão é de R$ 2,5 mil para empresas associadas ao Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) e de R$ 3 mil para não associadas. As empresas serão responsáveis por cobrir os custos associados às suas próprias operações de internacionalização, como taxas aduaneiras, logística nacional e internacional, despachante e seguros.
O Exporta DF é operado pela Fibra, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-DF). A edição de 2026 tem o apoio do Sinfor-DF, que representa o setor contemplado neste ano. São parceiros a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Secretaria de Relações Internacionais do DF, o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), gerenciado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, os Correios, a Universidade Católica de Brasília e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF).
No primeiro ciclo, em 2024, o Exporta DF atendeu empresas de moda e vestuário. A edição do ano passado foi dedicada a indústrias de alimentos e bebidas e de beneficiamento de grãos. Ao todo, 38 empresas já participaram do programa.
Evento de lançamento
A Fibra lançou o terceiro ciclo do Exporta DF em evento no Sesi Lab, na noite de terça-feira, 31 de março. O presidente da Federação, Jamal Jorge Bittar, fez a abertura. “O setor de tecnologia é extremamente importante e transversal. Tenho certeza de que o edital vai chamar empresas qualificadas, que vão colher frutos. Vejo isso como uma ponta de lança para o setor e ações como esta representam nossa contribuição para o desenvolvimento de cada sindicato.”
O público do evento assistiu a duas palestras. Na primeira, o diretor de Assuntos Institucionais e Governamentais da Fibra, Paulo Eduardo Montenegro de Ávila e Silva, que coordena o CIN-DF, falou sobre a internacionalização como agenda estratégica e apresentou exemplos de empresas que participaram dos ciclos anteriores e atravessaram fronteira com seus produtos.

Na segunda palestra, a CEO da empresa SOSA Brasil, Gianna Sagazio, falou sobre o papel da internacionalização na transformação de ecossistemas de tecnologia. Para a executiva, a internacionalização é a principal estratégia para que empresas conquistem novos mercados e se insiram nas cadeias globais de valor.
“O Brasil hoje ocupa a 52ª posição no Índice Global de Inovação, entre 139 países. Isso significa que existe um grande mercado a ser conquistado. Nós podemos avançar bastante gerando mais tecnologias e inovações e adotando mais tecnologias e inovações que vão impactar os negócios, ajudando assim as empresas em suas estratégias de internacionalização”, avalia Gianna. Entre os impactos da tecnologia e da inovação no mundo, ela destacou a geração de empregos e o crescimento da produtividade.
No Distrito Federal, o setor de TIC é responsável por 40,3 mil empregos, segundo dados de 2024 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego. Para o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino Lima, o Exporta DF ajudará a inserir a indústria daqui no contexto global. “O Brasil é uma das maiores economias do mundo. Há no DF uma produção tecnológica relevante, grandes empresas que produzem tecnologia e startups, mas temos dificuldade em acessar mercados internacionais. Uma iniciativa como esta nos possibilita trazer metodologia e nos conectar com grandes ecossistemas de inovação para potencializar ainda mais o trabalho e, quem sabe, mudar esse panorama”, acredita.
Também estiveram no lançamento do Exporta DF – Brasília Tech representantes das instituições parceiras: a gerente de Desenvolvimento Industrial da ABDI, Cecília Vergara; a superintendente do Sebrae no DF, Rose Rainha; a representante Centro-Oeste da ApexBrasil, Cíntia Faleiro; o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto; a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri; o superintendente estadual de Brasília dos Correios, Paulo Henrique Moura; e o reitor da Universidade Católica de Brasília, Manuel Furriela.

Assinatura de protocolo de intenções
Durante o lançamento, a Fibra e o Sebrae no DF assinaram protocolo de intenções para a celebração de convênio de cooperação técnica e financeira para fomentar a internacionalização das micro e pequenas empresas do setor industrial do DF. Cinco eixos estratégicos são o foco: a abertura de novos mercados internacionais; o aprimoramento da gestão estratégica para internacionalização; a qualificação e o desenvolvimento de lideranças industriais; o aprimoramento dos dispositivos e do suporte à internacionalização; e a realização de estudos e pesquisas voltados ao desenvolvimento industrial e à inserção internacional.




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