A manhã no Gama foi atravessada por uma combinação potente: literatura, ritmo e mobilização social. A caminhada organizada pela Academia Gamense de Letras reuniu cerca de 200 participantes em um ato que ampliou o debate sobre o feminicídio.
A presença da bateria da Mocidade do Gama deu corpo e pulsação ao evento. Cada batida ecoava nas ruas como um chamado coletivo — não apenas para participar, mas para refletir.
Para Edilamar Melo, a Dila, presidente da escola de samba, o engajamento em ações como essa faz parte da essência da instituição.
“O papel social da escola vem em primeiro lugar. A gente precisa estar junto da comunidade, levando cultura, alegria e consciência”, afirmou.
A caminhada também contou com forte presença institucional. A presidente da OAB Gama, Fabrina Gandra, destacou que a atuação no combate à violência contra a mulher precisa ser contínua.
“Nós estamos aqui para garantir que nenhuma mulher caminhe só. Temos projetos de apoio às vítimas e ações de conscientização, inclusive em dias de jogos, quando os índices de violência aumentam”, disse.



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