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| Cuidados simples ajudam a proteger as crianças nesta época do ano (Foto: Freepik) |
Variações de temperatura, queda da umidade
e ambientes fechados favorecem circulação de vírus; pediatra orienta sobre
sinais de alerta e prevenção
Nariz escorrendo, espirros frequentes e tosse são sintomas que costumam preocupar pais e responsáveis e, no outono, tendem a se tornar ainda mais comuns entre as crianças. No Distrito Federal, a combinação de mudanças bruscas de temperatura e queda da umidade do ar cria um cenário favorável para o aumento das doenças respiratórias, especialmente entre março e junho, período que concentra o pico da sazonalidade desses vírus.
Segundo a coordenadora médica do pronto-socorro, enfermaria e ambulatório da Pediatria do Hospital Anchieta Taguatinga, Débora Larissa Cruvinel, o clima característico nesta época do ano contribui diretamente para o aumento dos casos. “Vivemos um outono de extremos. De manhã faz frio, a tarde a temperatura sobe bastante e a umidade começa a cair. Essa amplitude térmica irrita as mucosas, que são a porta de entrada para os vírus. Além disso, com o frio, as pessoas tendem a manter ambientes mais fechados, o que facilita a proliferação dos vírus”, afirma.
Bronquiolite
é uma das principais preocupações
Entre as doenças mais frequentes nessa época estão resfriados, gripe, rinite, sinusites e outras infecções respiratórias. No entanto, um dos quadros que mais preocupa os pediatras é a bronquiolite, especialmente em bebês menores de 6 meses. A doença é causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte das internações respiratórias em lactentes.
Apesar do alerta, um avanço recente traz uma perspectiva positiva. O DF foi pioneiro ao disponibilizar, no final do ano passado, a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, estratégia que ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida e pode reduzir em mais de 80% o risco de formas graves de bronquiolite.
“Como essa vacinação começou ano passado, já podemos começar a observar reflexos positivos neste ano no período da sazonalidade respiratória”, destaca Cruvinel.
Sinais
que exigem atenção dos pais
Mesmo que muitos quadros respiratórios sejam leves, alguns sinais exigem atenção imediata dos pais. Segundo a especialista, o principal alerta é o esforço respiratório. Os pais devem observar se a criança apresenta dificuldade para respirar, com a barriguinha afundando, retração da pele entre as costelas ou afundamento na região entre as clavículas durante a respiração.
Outro ponto de atenção é quando a criança deixa de mamar ou de aceitar líquidos, situação que pode levar à desidratação — risco que se intensifica com o clima seco da região.
Medidas
simples ajudam na prevenção
Apesar do aumento dos casos nesta época do ano, algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de complicações. Manter a vacinação em dia, evitar ambientes fechados e aglomerações com bebês pequenos e reforçar a higiene das vias respiratórias estão entre as principais recomendações. A hidratação nasal com soro fisiológico também ajuda a manter as vias aéreas limpas e prevenir complicações.
Para Débora Larissa Cruvinel, informação e atenção aos sinais fazem toda a diferença. Ela destaca que, embora o outono em Brasília traga desafios para a saúde das crianças, medidas simples de prevenção e a observação cuidadosa dos sintomas ajudam as famílias a atravessar essa estação com mais segurança.
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