Grupo Pele encerra circulação do projeto Pele em Curso no teatro do Sesc Gama

Realizado com o incentivo do Sesc+Cultura, o projeto Pele em Curso celebrou os seis anos de existência do Grupo Pele, trazendo de volta aos palcos a circulação de quatro espetáculos, três deles nos teatros do Sesc-DF.

A população do Gama e proximidades conferiu nesse sábado (21/3), no Teatro Paulo Gracindo, no Sesc da cidade, a última apresentação do espetáculo “O Labirinto de Vidro”, que encerrou a circulação do projeto Pele em Curso, do Grupo Pele. 

 

“O Labirinto de Vidro” trouxe performances que revisitaram momentos de angústia, tristeza, raiva e esperança, inspiradas nas inquietações do período de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19. No palco, os bailarinos Carlos Guerreiro e Catherine Zilá conduziram o público por uma coreografia que mesclou dança contemporânea, acrobacia de solo e tecido aéreo.

 

“Acho o trabalho desses bailarinos incrível. Já fizemos um trabalho juntos, o ‘Terra Sem Lei’, em 2024. E hoje estou trazendo algumas alunas para assistir ao espetáculo. Como professora de dança, acho maravilhoso termos esse acesso facilitado aos teatros”, afirma Mari Paz.

 

Acompanhada pela professora de dança, Priscila Brilhante Pereira, de 15 anos, assistiu pela primeira vez a um espetáculo de dança. “Sempre tive curiosidade de ir a um espetáculo de dança, mas sempre foi muito difícil. É longe. Normalmente os teatros ficam em Brasília”, disse a menina moradora de Valparaíso de Goiás. “Mas hoje quero aprender muito com eles”, concluiu.

 

Realizado com o incentivo do Sesc+Cultura, o projeto Pele em Curso celebrou os seis anos de existência do Grupo Pele, trazendo de volta aos palcos a circulação de quatro espetáculos, três deles nos teatros do Sesc-DF. O primeiro foi “A Sós”, realizado em junho de 2025, no Teatro Newton Rossi, no Sesc Ceilândia. O segundo foi “Inabitável”, em agosto de 2025, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga Norte. Já o terceiro espetáculo, em outubro de 2025, foi “Um Lugar de Amor”, no teatro da Caixa Cultural. E, por último, “O Labirinto de Vidro”.

 

“Estamos muito felizes de encerrar a circulação Pele em Curso aqui no teatro Paulo Gracindo, no Sesc Gama. Foi um ano de espetáculos que contam um pouco da nossa trajetória na dança”, disse o bailarino Carlos Guerreiro. Ele explicou que o projeto ainda previu a ida de estudantes de escolas públicas e outros grupos ao teatro. “Nós conseguimos trazer pessoas de diversas regiões para assistir ao nosso trabalho, pessoas com deficiência auditiva, visual, cognitiva, idosos, alunos da rede pública, além do público em geral. Estamos com o coração cheio”, afirmou.

 

Para Catherine Zilá, “parcerias como o Sesc+Cultura” foram determinantes para a realização e o sucesso do projeto. “A pauta mais cara é a do teatro. Muitas vezes, a gente tem que fazer investimento antes mesmo de ter o retorno do trabalho. Então, ter fomentos como o Sesc+Cultura é muito importante para nós enquanto artistas”, afirmou.


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