Enquanto os grandes palcos insistem em repetir fórmulas, o Distrito Federal segue criando caminhos alternativos para a música que pulsa fora do mainstream. É nesse espírito que nasce o “Jam Fora do Plano”, projeto que coloca a improvisação no centro e aposta na potência da cena instrumental.
No dia 18 de março, o Oswaldo Amorim Trio se junta ao músico Paulo André Tavares para uma apresentação que promete mais do que execução técnica: a proposta é construir uma experiência coletiva, aberta ao risco, ao improviso e à escuta ativa.
A escolha do Gama como palco não é acaso — é posicionamento. Em um cenário ainda marcado pela concentração cultural no Plano Piloto, iniciativas como essa tensionam o mapa da cultura no DF e reafirmam que arte também se produz — e resiste — nas bordas.
Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o projeto evidencia o papel das políticas públicas na manutenção de espaços de criação que fogem à lógica mercadológica. Aqui, o valor está no encontro, na experimentação e na liberdade estética.
Mais do que um show, a jam é um convite: sair do lugar comum e ouvir o que ainda não foi domesticado.
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