Segundo a médica anestesiologista e especialista em
Medicina da Dor Inácia Simões, da Clínica Saint Moritz, condição é
incapacitante e pode ser controlada com tratamento adequado
A enxaqueca afeta mais de 31 milhões de brasileiros e está
entre as principais causas de incapacidade no mundo, segundo dados do Global
Burden of Disease, publicados pela revista Lancet. Mais do que uma dor de
cabeça intensa, a condição neurológica compromete a produtividade e a qualidade
de vida, com perdas econômicas estimadas em até 1,6% do Produto Interno Bruto
(PIB), atingindo principalmente mulheres em idade produtiva.
Além da dor pulsante, a enxaqueca pode vir acompanhada de
náuseas, sensibilidade à luz e ao som, dificultando atividades simples do dia a
dia. Segundo a médica anestesiologista e especialista em Medicina da Dor Inácia
Simões, da Clínica Saint Moritz, o impacto da doença ainda é subestimado. “A
enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça forte. É uma condição incapacitante
que pode impedir o paciente de trabalhar, estudar e até realizar tarefas
básicas durante as crises”, explica.
A médica destaca que a doença ainda é subdiagnosticada no
país, o que atrasa o início do tratamento adequado. “Muitas pessoas convivem
com a dor por anos sem procurar ajuda ou acabam se automedicando, o que pode
agravar o quadro. O diagnóstico correto é fundamental para melhorar a qualidade
de vida do paciente”, afirma.
Segundo a especialista, identificar os gatilhos é uma das
estratégias mais importantes no controle da enxaqueca. “Estresse, alterações no
sono, jejum prolongado e alguns alimentos podem desencadear as crises. Cada
paciente tem um perfil, por isso o acompanhamento individualizado faz toda a
diferença”, ressalta.
Apesar de não ter cura, a enxaqueca pode ser controlada com
tratamento adequado. “Hoje existem diversas opções terapêuticas, desde mudanças
no estilo de vida até medicamentos específicos. O mais importante é entender
que é possível reduzir a frequência e a intensidade das crises”, conclui Inácia
Simões.



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