Segundo dados do Google Trends, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em pesquisas relacionadas a esses medicamentos. (Foto: Débora Alves/IMED)
O Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), alerta a população sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico. A prática pode causar sérias complicações à saúde, especialmente quando os medicamentos são utilizados de forma indiscriminada e sem indicação clínica.
De acordo com a equipe médica do pronto-socorro do Hetrin, tem aumentado de forma significativa o número de atendimentos a pacientes que apresentam efeitos colaterais relacionados ao uso dessas medicações. Muitos fazem uso sem prescrição médica e adquirem os produtos fora de farmácias autorizadas, por meio de terceiros, sem qualquer garantia quanto à procedência, qualidade ou segurança do medicamento.
“Temos atendido pacientes com diversos efeitos colaterais decorrentes do uso inadequado dessas medicações. Além da automedicação, há situações em que o produto não tem origem conhecida, o que eleva ainda mais os riscos à saúde”, alerta o médico do pronto-socorro do Hetrin, Rafael Abrantes.
Crescimento da obesidade impulsiona mercado

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reconhece que as canetas emagrecedoras representam um avanço importante no tratamento da diabetes e da obesidade. No entanto, a entidade reforça que esses medicamentos devem ser produzidos por laboratórios autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e prescrito por profissionais de saúde.
O médico do Hetrin alerta que o uso inadequado pode intensificar os efeitos colaterais. “O principal problema é a utilização sem indicação médica, apenas com finalidade estética. Esses medicamentos são indicados para pacientes com diabetes tipo 2 e para pessoas com obesidade, dentro de critérios bem definidos. Fora desse perfil, não sabemos quais podem ser as consequências a médio e longo prazo”, explica ele.
Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, dor abdominal e diarreia. Em casos mais graves, o uso inadequado pode provocar complicações como pancreatite e alterações renais. Por isso, o acompanhamento com médico especialista é indispensável, assim como a realização de exames antes do início do tratamento. “Quando o medicamento é utilizado com acompanhamento médico adequado, os riscos são reduzidos e, em muitos casos, os efeitos colaterais podem ser evitados”, reforça o profissional.
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