O mercado de imóveis usados ou para revenda movimentou R$ 12,98
bilhões no 1º semestre de 2025, sendo 57,68% pagos à vista. Os números
fazem parte de um estudo divulgado pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (SECOVI/DF) que aponta um aumento de 20,42% dessas transações em comparação com o mesmo período de 2024.
Para o SECOVI/DF, isso é reflexo da alta taxa de juros e consequente redução na concessão de crédito imobiliário. “A expectativa para o fechamento do ano é de que o mercado de usados alcance aproximadamente R$ 25,6 bilhões em VGV”, informa o presidente do Sindicato, Ovídio Maia.
No mercado de lançamentos, foram registrados 18 lançamentos neste primeiro semestre de 2025 totalizando 1.816 unidades e um VGV de R$ 1,60 bilhão. A oferta total somava, até junho, 8.950 unidades, com VGV estimado em R$ 9,66 bilhões — sendo 5.535 unidades de médio e alto padrão (R$ 8,26 bi), 2.968 unidades econômicas (R$ 1,01 bi) e 447 comerciais (R$ 381 milhões). O preço médio do metro quadrado das unidades em oferta em junho de 2025 era de R$ 12.975/m², considerando os segmentos econômico, médio e alto padrão. Os novos empreendimentos estão concentrados em regiões como Noroeste, Sudoeste e Águas Claras.
De acordo com o SECOVI/DF, o mercado de locação manteve a tendência de alta no período analisado. O Índice Secovi de Locação apresentou alta superior a 7%. O valor médio dos aluguéis residenciais aumentou cerca de 14% em 12 meses.
Os resultados do primeiro semestre de 2025 reforçam o bom momento do mercado imobiliário do Distrito Federal, com um movimento de crescimento das compras à vista e a manutenção dos preços em patamar elevado que indicam um público comprador mais consolidado e com maior poder de decisão. “O perfil do comprador brasiliense é diferenciado: ele é mais planejado, mais conservador e busca imóveis de qualidade. Isso ajuda a sustentar o valor dos imóveis e garante estabilidade para todo o setor. A tendência é que o segundo semestre mantenha este bom desempenho, com ajustes pontuais de preço e novas oportunidades para quem souber se posicionar estrategicamente”, complementa Ovídio Maia – presidente do SECOVI/DF.
A expectativa é que o Distrito Federal encerre 2025 com expansão de cerca de 20% no volume de transações imobiliárias.



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