O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma-DF) apresentou ao Governo do Distrito Federal e a parlamentares uma proposta de parceria para ampliar e tornar mais eficiente a distribuição de medicamentos à população. O projeto prevê o aproveitamento da ampla rede de farmácias privadas, presente em praticamente todas as regiões administrativas do DF, como ponto complementar de logística e armazenamento de remédios prescritos pela rede pública de saúde.
Segundo o presidente do Sincofarma-DF, Erivan Araújo, a iniciativa funcionaria de forma semelhante à do programa Farmácia Popular, voltado somente para o fornecimento de medicamentos de uso contínuo.“O Farmácia Popular atende a pacientes que utilizam medicamentos de forma continuada. Nossa proposta é alcançar também a pessoa que recebe atendimento em uma unidade pública e sai com uma receita de antibiótico, por exemplo. Queremos ampliar o acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, fortalecer o comércio local”, explica.
Segundo Araújo, a parceria poderia reduzir custos operacionais e minimizar dificuldades logísticas enfrentadas no abastecimento das unidades de pronto atendimento e das unidades básicas de saúde. Entre os problemas apontados pelo setor estão atrasos nas entregas, indisponibilidade de determinados medicamentos e perdas provocadas pelo vencimento dos produtos armazenados.
A proposta, apresentada durante reuniões com representantes do Executivo e do Legislativo local, teve seu tema discutido com a governadora Celina Leão, com o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, e com os deputados distritais Chico Vigilante e Roosevelt Vilela.
Para o Sincofarma-DF, a capilaridade das farmácias pode contribuir para aproximar os medicamentos dos locais onde a população vive e trabalha, ao mesmo tempo em que aproveita uma estrutura já existente no Distrito Federal. A proposta agora deverá avançar nas discussões com o poder público para avaliar sua viabilidade operacional e definir um modelo que integre os estabelecimentos privados à logística de dispensação da rede pública, com critérios de controle, segurança e acompanhamento.



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